Governo do Distrito Federal
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3/09/19 às 17h59 - Atualizado em 3/09/19 às 18h21

Secretário de Segurança Pública participa da Inauguração do Pavilhão Nacional da DPOE

Nicole Vasconcelos, da ASCOM – SSP/DF

 

Foi inaugurado nesta terça-feira (3), o Pavilhão Nacional da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE). Na cerimônia, que foi organizada pela subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), da SSP/DF, foram entregues kits de equipamentos táticos de proteção individual a agentes operacionais da unidade.

 

Faz parte do monumento em homenagem a bandeira nacional, uma estátua do guerreiro hebreu Gideão, considerado o patrono das forças de operações especiais.

 

O recurso para realizar a obra do pavilhão foi conseguido por meio de doação. Oito internos do sistema penitenciário trabalharam na construção, que durou quatro meses.

 

Em seu discurso, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, delegado Anderson Torres, afirmou que, desde que assumiu o cargo na SSP/DF, uma de suas prioridades é olhar para o sistema penitenciário. “Entendo que a segurança pública não é só a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros. É o conjunto todo das forças e passa pelo presídio. Tenho certeza de que esta minha visão é correta e que, quem não acreditou nisso, hoje sofre uma crise no sistema penitenciário no seu estado, extremamente violenta”. E completou: “Brasília se tornou uma referência Nacional”.

 

Torres parabenizou os internos, responsáveis pela execução da obra. “É assim que se faz. Desejo boa sorte e faço votos que isso acabe logo na vida dos senhores (referindo-se ao período de reclusão). Espero que consigam dar um novo destino e um novo caminho nessa vida. Acredito nisto”, falou o secretário.

 

O subsecretário da Sesipe, Adval Cardoso, expôs a importância do pavilhão para os servidores da pasta. “Para os policiais que aqui desempenham suas atividades, é de suma importância, de muita relevância, pois eles se sentem motivados e isto causa um grau de expectativa muito grande para que realizem, cada vez melhor e mais qualificado, o trabalho que desenvolvem no dia a dia. Este símbolo representa muito, realmente, para o sistema prisional e para a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal”, afirmou.

 

A juíza da Vara de Execuções Penais, Leila Cury, referiu-se à cerimônia como um exemplo de ressocialização. “É importante enaltecer o trabalho dos agentes de atividades penitenciárias. Eles exercem um trabalho muito difícil, pois são responsáveis pela estabilidade do sistema penitenciário, precisam agir sempre com segurança, mas também têm que ter os olhos voltados para a ressocialização. As pessoas devem ter a consciência de que quem está ali dentro preso vai sair e voltar ao convívio social”, falou.

 

“Assim como a bandeira é o símbolo da pátria, este pavilhão passa a ser o símbolo dos agentes de atividades penitenciárias, do trabalho que eles exercem. É importante enaltecer os bons profissionais”, completou a juíza.

 

O Coordenador Geral da Subsecretaria do Sistema Penitenciário, Érito Pereira da Cunha, diz ser uma conquista do sistema penitenciário. “A divisão de operações especiais não é só a responsável pela intervenção, ela está demonstrando aqui ser responsável também pela ressocialização. Nós temos agora nosso pavilhão nacional, dentro do sistema penitenciário, com uma estátua que é uma verdadeira obra de arte feita por internos. Isto tem uma representação enorme dentro de todos os grupos de operações especiais. Esta é a primeira estatua erguida em frente a uma unidade desta. Me orgulho muito de fazer parte deste sistema penitenciário’, afirmou.

 

Responsável pela execução do projeto do pavilhão, o agente de atividades penitenciárias, chefe da equipe de plantão operacional avançada da unidade, Fábio Alecrim Simões, disse que sua pretensão era dar destaque às bandeiras do Brasil e do Distrito Federal. “Eu queria que o operacional olhasse e lembrasse da pátria, dos antepassados, enfim, de tudo o que isto significa (referindo-se à estátua) e se emocionasse. Colocamos esta estátua emblemática para os grupos de operações. O objetivo é que os agentes se vissem nela e buscassem as suas origens, o porquê de sua missão, como disse Gideão na bíblia ‘Olhe para mim e faça como eu’. Este guardião é para servir de exemplo”, contou.

 

Quem foi Gideão

 

Segundo a bíblia, Gideão foi um juiz de Israel, que venceu um exército muito grande, 450 vezes maior que o seu, com apenas 300 homens, selecionados por Deus.

De acordo com a história, o exército de Gideão usou táticas de operações especiais que os grupos utilizam hoje, como simulação, surpresa, rapidez e propósito. São táticas que, empregadas, conseguem fazer com que um grupo, relativamente pequeno, consiga causar estragos desproporcionais ao seu tamanho.
Edição: Adriana Machado

Fotos: Maurício Araújo

 

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